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Notícias

CIEE marca presença em lançamento de Livro do Movimento Pró-Criança
  05/01/2010



O Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE-PE), representado pelo seu Superintendente Institucional, Germano Coelho participou do lançamento do livro "Futuros Possíveis - Esporte, Cultura e Arte Transformando Vidas", no espaço Maria Helena Marinho/Movimento Pró-Criança (MPC), no Bairro do Recife.

O livro, prefaciado pelo senador pernambucano Cristovam Buarque e que esteve presente no lançamento, conta a história de ex-alunos do MPC que conseguiram ultrapassar as barreiras e obter sucesso em carreiras nacionais e internacionais.

Segundo o presidente do MPC e vice-presidente do CIEE Pernambuco, Sebastião Barreto Campello existe uma dificuldade grande de segurar os estudantes nas turmas devido à falta de concentração dos jovens. “Nós começamos turmas com 15 alunos e terminamos com um ou dois, apenas. Então vimos que tínhamos que mudar a estratégia", afirmou.

De acordo com Sebastião, após o início das aulas de teatro, música e canto as coisas mudaram. "Esses meninos são rejeitados, tem essa revolta dentro deles e de repente eles passam a ser aplaudidos pelo trabalho. Para se ter uma idéia, um grupo foi a convite de uma instituição sueca se apresentar para a Rainha Silvia. Essas coisas mexem com a autoestima deles", explica.

Sebastião completa que dessa maneira, em uma segunda etapa, os cursos técnicos passam a ser ministrados. "É o que nos fazemos atualmente. Começamos com a parte artística e se o aluno tiver uma aptidão muito grande para se profissionalizar como artista fica no curso, se não, vai pro curso técnico". O Movimento Pró-Criança possui 14 cursos ligados às artes e 11 cursos técnicos.

Apesar de enfrentar algumas dificuldades, que de acordo com o próprio Sebastião teve 18 jovens assassinados e que há três meses a sede do Movimento foi invadida por assaltantes, contabilizando três invasões é inegável o sucesso do MPC, que conseguiu tirar 1.700 crianças das ruas do Recife. "Há 20 anos ninguém conseguia andar pelo centro do Recife sem escutar gritos de pega ladrão, hoje a situação é completamente diferente,mas ainda temos muito o que fazer", explica Sebastião.

"Eu costumo repetir as palavras de Madre Teresa de Calcutá, que quando questionada, logo após receber o prêmio Nobel da Paz, se ela não achava que o trabalho era um pingo d'água no oceano dos problemas sociais ela respondeu: eu tenho certeza disso, mas também tenho certeza que o oceano seria menor sem o meu pingo. Isso é o (Movimento) Pró-Criança a gente vai fazendo a nossa parte e esperamos mudar as coisas", finalizou Sebastião Barreto Campello.

Para o autor, o livro é um testemunho da mudança na vida das pessoas que passaram pelo Pró-Criança. "Muitas vezez a gente se depara coma mudança já pronta, a gente já vê o aluno se apresentando ou no mercado de trabalho, mas a gente não sabe como foi esse processo de mudança, de construção", explica Malthus.

Cristovam Buarque, que no evento também recebeu uma homenagem do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Pernambuco (CREA-PE), disse em seu discurso que agradecia pela paciência de terem esperado ele escrever o prefácio, devido à falta de tempo. "Não tenho dúvidas que meu nome está registrado em um livro que pode fazer a cabeça de muita gente", explicou o senador.

Viciado em tecnologia, como ele mesmo disse no evento, Cristovam Buarque postou duas mensagens em seu twitter durante o discurso de Sebastião Barreto Campello e em uma delas o senador afirmou que "uma ONG do Recife conseguiu tirar 1,7 mil crianças das ruas... Um presidente poderia tirar todas as crianças do Brasil".

De acordo com o senador, a dignidade das crianças deve ser o ponto de partida de todo o resto. "A dignidade vocês descobriram no processo que vem da arte, da afirmação pessoal de cada um", disse Buarque.

Buarque afirmou que sonha no dia em que o Brasil tenha um futuro possível (em alusão ao nome do livro), onde nem a idéia de meninos na rua seja cogitada. "O caminho para isso é a escola. Não existem apenas meninos de rua, existem meninos fora da escola e é isso que a gente precisa entender", afirmou.



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