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Notícias

Encontro lembra os 50 anos do Movimento de Cultura Popular
  02/09/2010



Apresentações culturais, a presença dos fundadores do Movimento de Cultura Popular (MCP) e de algumas pessoas que participaram ou viveram à época transformaram, na noite da sexta-feira (22), o auditório da Livraria Saraiva, no Shopping Recife, em uma pequena filial do Sítio da Trindade, sede do MCP, fechada por dois tanques de Guerra, em 1964.

O encontro, articulado pelo site O Nordeste (www.onordeste.com) e pela Prefeitura do Recife, para comemorar os 50 anos de fundação do Movimento de Cultura Popular contou com a presença e depoimentos do superintendente Institucional do CIEE Pernambuco e único presidente do MCP, Germano Coelho, do artista plástico e responsável pela divisão de praças e parques de cultura do Movimento, Abelardo da Hora e do maestro e responsável para área musical, Geraldo Menucci.

O evento foi prestigiado por cerca de 100 pessoas que lotaram o auditório da livraria,  para ouvir as histórias e curiosidades dos fundadores do Movimento de Cultura Popular, que segundo Germano Coelho, citando o educador Paulo Freire, ficou conhecido mundialmente.

Germano, aliás, fez inúmeras referências ao educador, que segundo o próprio Freire, em livros publicados, coloca o MCP como influenciador de seu método de alfabetização. "Em cartas para Cristina (um dos livros de Freire), Paulo deixa claro a importância do MCP na sua obra", relata Germano Coelho.

Quem abriu os depoimentos da noite foi o maestro Geraldo Menucci, que contou histórias do Coral de Bach, regido por ele e que passou por 11 países, se apresentando, por exemplo, na Rússia, o que trouxe alguns problemas para Menucci, já que o país vivia o período pré-ditadura.

O maestro brindou os participantes do evento com uma raridade. Passou para um DVD um disco (compacto) da apresentação do Coral que foi produzido na Rússia e trouxe ainda o hino das Ligas Camponesas, que teve letra escrita pelo próprio Francisco Julião.

O detalhe ficou por conta do próprio Menucci, que enquanto o CD era executado, mexia suavemente as mãos, como se voltasse no tempo e regesse a orquestra formada por Meninos do Recife. Imperdível para quem gosta de música e muito mais, para quem gosta de história.

Abelardo da Hora dispensa comentários. Chegou, quando o maestro falava, reclamou que o chão escorregava demais. Parou e acenou para o grupo que acompanhava sua chegada. É um artista. E de uma memória incrível.
A sede do MCP foi fechada por dois tanques de guerra pelo Exército, que foi citado por todos os fundadores, em diferentes passagens, todas envolvendo repressão ou ameaça de prisão. Para se ter uma ideia do clima vivido no País, Abelardo da Hora conta que só não foi morto porque era parente do vice-prefeito eleito do Recife naquela ocasião. "Sou o último diretor do Partido Comunista do Recife vivo. O resto foi morto em 64", comentou.

Quando teve a palavra, lembrou de detalhes da criação do MCP e de como o Movimento de Cultura Popular marcaria suas vidas para sempre.

Germano lembrou de uma passagem, no mínimo curiosa, quando a polícia chegou a sua casa. Segundo ele, um policial segurou um livro que tinha uma estrela vermelha que remetia a Rússia (o livro estava escrito em inglês) e disse: Esse livro é perigoso! Germano respondeu que era um livro escrito por americanos e justamente, contra os russos. Não teve jeito, o exemplar foi apreendido.

Foi uma noite memorável, daquelas que deveriam constar até no currículo da gente, pela oportunidade e raridade de juntar parte do grupo fundador do MCP em uma reunião que só acabou quando avisaram que o shopping havia fechado.



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