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Notícias

Inventário da Educação é realizado no Recife
  11/03/2008

Depois de passar por algumas das principais capitais brasileiras e o Distrito Federal, o seminário Inventário da Educação Brasileira foi realizado em Pernambuco, no último dia 05 de março. O evento, que aconteceu no Mar Hotel, bairro de Boa Viagem, zona Sul do Recife é uma das atividades comemorativas aos 40 anos do CIEE Pernambuco,  fundado no dia 06 de março de 1968.

Mais de 700 pessoas lotaram o auditório Manoel Bandeira para assistir as palestras do seminário, ministradas pelo presidente do CIEE Nacional, Paulo Nathanael Pereira de Souza, pelo ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e professor da Universidade de Juiz de Fora (MG), Paulo Delgado, pelo presidente do Centro Paulo Freire Estudos e Pesquisas, Alcides Tedesco e pelo superintendente Institucional do CIEE Pernambuco, Germano Coelho.

Os convidados do seminário foram recebidos com café da manhã no hall do hotel e tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais do Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco, através da exposição itinerante apresentada no local. Após estrear no seminário, a exposição será apresentada nas universidades da Região Metropolitana do Recife e depois segue para o interior onde será levada pelos Postos Avançados e Escritórios Regionais.

Às nove horas, o embrião do Coral do CIEE Pernambuco, regido pela maestrina, Renata Andrade, abriu oficialmente o seminário com o Hino Nacional, seguido pelo Hino do CIEE Pernambuco terminando sua brilhante apresentação com a música Leão do Norte, do cantor e compositor pernambucano, Lenine.

O presidente do CIEE Pernambuco, Lucilo Varejão, que coordenou a mesa, iniciou as conversas ressaltando a importância da realização de um evento dessa magnitude no estado, principalmente no momento em que estão em colapso a educação brasileira e particularmente a pernambucana.

À mesa estavam sentados o presidente do CIEE São Paulo, Luiz Gonzaga Bertelli, a superintendente Operacional do CIEE Pernambuco, Maria Inez Borges Lins, o palestrante Alcides Tedesco, o reitor da Universidade Católica de Pernambuco, Padre Pedro Rubens, a professora Aída Monteiro, que representou o secretário de Educação do Estado, Danilo Cabral, o superintendente institucional do CIEE-PE e palestrante, Germano Coelho, o presidente do CIEE Pernambuco, Lucilo Varejão, o presidente do CIEE Nacional , Paulo Nathanael, a secretária de Eucação do Recife, Maria Luíza Aléssio, o reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Valmar Corrêa, o professor Guido Araújo, representando a Universidade de Pernambuco, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira e o palestrante Paulo Delgado.

Para a gerente de Captação de Estágio e coordenadora do evento no Recife, Jordânia Dias, este seminário confirma a tendência do Estado em levantar e discutir os problemas da educação brasileira. “Reunimos aqui de gestores de escolas até estudantes. Isto mostra quanto Pernambuco se preocupa com a educação”, afirmou.

Ao abrir os discursos sobre educação, o presidente do CIEE Nacional, Paulo Nathanael, destacou que a educação no Brasil está em crise e que nossos estudantes estão perdidos num mar de problemas. “Não vim aqui a Recife para dar lições sobre a crise, mas, para repartir com os senhores uma visão, que preocupa a todos que lidam com educação em Pernambuco”, afirmou Nathanael.

Nathanael alertou para a importância do atrelamento da educação com o desenvolvimento de uma nação. Pensamento compartilhado pelo presidente do Centro Paulo Freire, Alcides Tedesco que falaria alguns minutos depois. “Na era do conhecimento em que vivemos só prosperará a nação que souber educar os seus filhos instrumentando-os para os desafios da concorrência, do domínio da ciência e da tecnologia”, disse. “Ou se educa o povo ou se perde o trem da história”, finalizou Paulo Nathanael.

O ex-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Paulo Delgado, reconheceu os números que o País vem atingindo, mas ressaltou que “os avanços do no Brasil são grandes, mas, ainda estão aquém da ilusão, do sonho e das possibilidades do nosso povo”.

Delgado ressaltou ainda que os problemas da educação no Brasil só podem ser enfrentados com parcerias em todas as esferas, estaduais e municipais e citou grandes nomes da cultura pernambucana para ilustrar a importância do estado no desenvolvimento da educação do País. “Pernambuco tem o presidente. Cristovam Buarque também é pernambucano”, lembrou Paulo Delgado.

Ele lembrou das palavras do poeta pernambucano, João Cabral de Melo Neto, que que dizia que a arte da transpiração, não é tanta inspiração como muitos pensam. Baseado nesse pensamento completou que “educação é cognição e não intuição. Tem que trabalhar, suar e plantar para poder colher. Tem que planta para merecer colher”.

O terceiro a falar para a platéia foi o presidente do Centro Paulo Freire, Alcides Tedesco. Ele trouxe os pensamentos de Paulo Freire, o maior educador do século XX, segundo a ONU e outros pensamentos de grandes líderes espirituais como Gandhi, Madre Tereza e Calcutá, entre outros.

Tedesco lembrou das atividades do Movimento de Cultura Popular, fundado e presidido por Germano Coelho, nos anos 60 e que tinha como ponto forte a educação massificada da população e alfabetização de jovens e adultos. No ponto alto de seu discurso afirmou que em todos os eventos em que é solicitado a falar, convida três pessoas: Paulo Freire, Paulo Rosas e Dom Hélder Câmara, todos já falecidos. “Deixei três cadeiras ali para eles, mas quem for contra pode se manifestar”, disse, sendo aplaudido pelos presentes.

O superintendente e fundador do CIEE Pernambuco Germano coelho foi o último palestrante a falar. Emocionado, Germano destacou a importância do evento. “ antes de tudo, a emoção deste encontro. Os coirmãos do CIEE, em todo Brasil, aqui, conosco. E esse mar de gente que ocupou todo o nosso salão”, disse Germano.

O mar de gente a que se referiu foi uma alusão a quantidade de pessoas presentes e a quantidade de pessoas que poderiam ter participado, já que por conta da grande procura as inscrições tiveram que ser encerradas. “Isto nos dá o sentido deste encontro”, afirmou Germano Coelho.

Para ele o Inventário da Educação será mais que um documento que retratará as condições das escolas no Brasil. Será uma conspiração, um compromisso para mudar radicalmente a educação brasileira. “A escola que aí está, repele o estudante. A aula, não é atraente. Por isso é que se diz que os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem”, alertou.

Para Germano, a saída para o colapso da educação já foi apontada. “O norte para a crise da educação só poderia estar na Carta Magna, na Constituição, na Lei Maior. Maior que a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a Lei Fundamental do País. E esta Lei, de 1988, 20 anos depois, não está sendo aplicada no campo da educação”, alertou Germano Coelho, em referência ao artigo 205 da Constituição Federal de 1988, que diz que educar é preparar para o exercício da cidadania.

Para fechar o seminário Inventário da Educação Brasileira, realizado em comemoração aos 40 anos do CIEE Pernambuco, o presidente do CIEE São Paulo, Luiz Gonzaga Bertelli foi convidado a discursar. “Não poderia deixar de externar neste momento, em meu nome e de toda a gestão executiva do CIEE paulista, o apreço por estarmos aqui no Recife”, afirmou.

Bertelli alertou para a qualidade do ensino no País, que faz com que o cidadão saia da escola sem ter aprendido o que deveria. “Dezenas de milhões de brasileiros deixam a escola sem ter aprendido o mínimo necessário para enfrentar as dificuldades da vida moderna. A maioria mal sabe ler e escrever e sequer consegue realizar operações aritméticas de três algarismos. São os chamados analfabetos funcionais”, alertou.

Ele apresentou dados preocupantes deste momento que vivemos, como o pior momento da educação do Brasil e citou que os estudantes brasileiros ficaram em 52° lugar no principal teste educacional no mundo na área de ciências, que avaliou o conhecimento de estudantes de 57 países.

“Preparar o estudante brasileiro para compor a força de trabalho, não é a única finalidade das escolas e universidades. Elas devem ser avaliadas, principalmente, pelo impacto que a escolaridade provoca no desenvolvimento sustentável dos países, por sua contribuição para melhorar a renda e a qualidade de vida dos seus cidadãos”, disse Bertelli.

Ao final do evento, todos os participantes receberam edições dos livros, Educação Estágio & Trabalho, de Paulo Nathanael e Arnaldo Niskier e Na ponta da Língua 4, também de Niskier.



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